[ editar artigo]

Marketing jurídico: como usar as mídias sociais respeitando o código de ética da OAB

Marketing jurídico: como usar as mídias sociais respeitando o código de ética da OAB

“Saber usar as redes sociais é tão importante quanto saber ler”, a declaração foi dada pelo cônsul-geral da Alemanha no Rio de Janeiro, Klaus Zillikens em maio deste ano (UOL, 2018). E apesar de polêmica, a frase traz uma verdade. O comportamento de uma pessoa ou uma empresa nas mídias sociais colabora para o sucesso (ou o fracasso) delas.

Antes era necessário convencer as empresas da importância de sua presença digital. Hoje as organizações estão cientes disso. Mas sempre há aquela dúvida: o que as empresas devem fazer nas redes sociais? Fizemos este guia para ajudá-lo a realizar a gestão das redes sociais em seu escritório de advocacia, seguindo o código de ética da OAB.

Empresas x redes sociais

Primeiro, é necessário entender o que as redes sociais não são: canais de venda. Vender o seu produto ou serviço o tempo todo fere a ideia das mídias sociais, que vêm para simplificar e facilitar a comunicação com o cliente.

Elas também não são uma extensão das redes sociais do dono da empresa. As opiniões pessoais, neste caso, devem ser deixadas de lado. Uma opinião mal dada pode acabar com a reputação de anos de uma empresa.

Conceito de redes sociais

Quando se fala em redes sociais, a tendência é pensarmos prontamente em Facebook, Instagram, linkedin ou Twitter. Mas o conceito vai além disso e também é muito mais antigo. No final do século XIX os sociólogos já discutiam o conceito de rede social ao analisar as interações humanas. E foi a partir deste conceito que surgiram o que hoje entendemos como redes sociais.

Alguns estudiosos reforçam que o termo mais adequado para os aplicativos como Facebook, Instagram ou Youtube é “mídias sociais”. Mas, de forma comercial, aceitam-se os dois conceitos.

Então, em resumo, as redes sociais (ou mídias sociais) são plataformas que se utilizam das interações humanas para permitir, por meio da internet, o compartilhamento de informações entre as pessoas.

Como meu escritório deve se comportar nas redes sociais?

Assim como já mencionado anteriormente, as redes sociais não são canais de venda. As vendas são a consequência de uma relação construída por elas. Seu escritório de advocacia nas redes sociais é uma pessoa e como em qualquer relação pessoal, é necessário criar intimidade com o interlocutor antes de oferecer a ele um serviço.

Pense em quais valores seu escritório quer transmitir, qual é a missão? Quais são as causas que vocês apoiam? Por quais temas você quer ser lembrado pelo consumidor? Esta é a etapa de construção do perfil e deve estar muito bem definida ao planejar o conteúdo que será publicado.

Fale em primeira pessoa, estimule o diálogo com os clientes, se posicione quando for necessário. E, principalmente, respeite os seus seguidores como você respeitaria se eles tivessem em seu escritório. Ainda que a rede social seja um ambiente informal, é importante manter a ética.

Quais são as melhores redes sociais para advogados?

Não há uma resposta exata. Depende do perfil de seu escritório e o público alvo que você deseja atingir, cada uma delas requer um padrão de abordagem de acordo com os hábitos de utilização dos usuários.

O Facebook é a rede social mais usada no país, então ter uma página de seu escritório de advocacia é importante para que seus clientes encontrem você. Se seu escritório é voltado para o ramo empresarial, seria legal ter um perfil ativo no Linkedin também. Se você e sua equipe gostam de falar e querem passar a sensação de propriedade sobre o assunto aos seus seguidores, ter um canal no Youtube é importante.

Como crio meu planejamento de conteúdo para as redes sociais?

Primeiro você deve se perguntar: por quais assuntos você quer que o seu cliente lembre do escritório? A partir daí você começa a desenvolver seu planejamento para mídias sociais (recomendamos a leitura de cinco minutos dessa ótima matéria).

Facebook

102 milhões de brasileiros usam o Facebook (FACEBOOK, 2016). É um número bem alto. Então é nesta rede social que você deve concentrar um volume maior de publicações e uma maior diversidade de conteúdo.

Nossa sugestão é que você invista em replicar os textos que publica em seu blog do escritório (se ainda não tem um, dê uma olhada em nossas dicas para criação de conteúdo relevante em seu site). Dependendo do assunto abordado, é importante utilizar chamadas provocativas que despertem a curiosidade dos usuários para acessar a matéria na íntegra. Confira um exemplo de abordagem através da rede social de um dos nossos clientes.

Além disso, é legal trazer notícias que possam impactar a rotina de seus clientes, datas comemorativas relevantes, ações que a empresa participa e conteúdos que interessem ao público e que não estejam diretamente ligados à sua área de atuação (uma mudança na legislação, informações de utilidade pública, divulgação de eventos, etc).

Instagram

Textos muito longos não têm tanto impacto nesta plataforma e ela não possui a opção de compartilhar links, dificultando o acesso dos seguidores ao conteúdo que você deseja divulgar. Sendo assim, recomendamos investir em fotos para mostrar aos seguidores a rotina do escritório, viagens à trabalho, eventos que os colaboradores participam, palestras, cursos, etc.

Também recomendamos postar frases motivacionais, perfil dos advogados do escritório, antes e depois em caso de reformas ou mudanças de sede. Enfim, tudo aquilo que pode ser fotografado e reforçar os valores culturais do escritório podem ser explorados. Lembre-se: usuários de instagram estão em busca de imagens interessantes, deixe os “textões” para outras plataformas.

Linkedin

O Linkedin é como um grande encontro de trabalho, mas, no ambiente virtual. Comporte-se da mesma forma que se portaria em um ambiente de trabalho. Mostre a sua equipe, seus valores, sua missão, as entidades que apoia, os serviços que oferece.

Algo interessante a se considerar, é a tendência dos usuários de lerem textos mais longos dentro da plataforma. Que tal adaptar aquele texto do seu blog para o Linkedin e permitir que os seus seguidores conheçam o conteúdo sem precisar acessar o site?

Youtube

Sua equipe é mais desinibida? O que acham de fazerem vídeos de até sete minutos para o Youtube com assuntos que são relevantes para o seu público? Neste caso, claro, será necessário um investimento maior em edição. Mas os resultados podem ser bem interessantes. Quando o profissional se expõe, mostra domínio do assunto e passa confiança aos seguidores.

Twitter

O Twitter é uma rede social consolidada. O número de usuários não cresce significativamente há alguns anos, no entanto, os usuários são fiéis à plataforma. O compartilhamento de links não é muito recomendado para o Twitter. E lógico, os textões também não, afinal o microblog só permite 280 caracteres por postagem. Recomenda-se investir em pequenos comentários sobre assuntos que estão em alta, divulgação de infográficos e vídeos curtos.

Quantas vezes por dia devo postar nas redes sociais?

Neste caso depende do tempo que você irá dedicar na produção de conteúdos relevantes para as redes sociais (neste caso, vale aquela velha máxima - qualidade é melhor do que quantidade). A duração orgânica de um post no Facebook é de aproximadamente três dias, então, uma postagem no Facebook ao dia já é mais que o suficiente. Já no Twitter é de menos de cinco minutos, permitindo que os usuários e empresas possam twittar mais de uma vez ao dia.

Para o Instagram e Linkedin é possível usar a mesma lógica do Facebook. Exceto para os stories do Instagram que podem ser postados mais de uma vez ao dia (sem excessos, claro). Já o Youtube pode ser alimentado uma vez na semana, afinal, demanda um tempo maior de execução.

Como seguir o código de ética da OAB nas redes sociais?

O conceito é simples: não realizar prospecção de clientes. Mas a execução é um pouco mais complicada. Além de não usar frases como “marque sua reunião”, “ligue agora”, “consulte um advogado”. É necessário evitar outros termos como: “o que fazer?”, “como proceder?”, “saiba seus direitos”.

Também não é recomendado usar fotos de tribunais brasileiros, mostrar fechamento de contratos com grandes empresas (mesmo que seja uma conquista muito almejada pelo escritório) e interagir nos comentários oferecendo o serviço do escritório.

 

 

Está difícil administrar sozinho suas ações de marketing? 

A 3Mind é especialista em criar soluções estratégicas para escritórios de advocacia e atrair novos clientes, quer saber mais? Agende uma reunião agora mesmo.

3MIND Marketing Jurídico
Guilherme Barbosa
Guilherme Barbosa Seguir

Especialista em marketing com ênfase no universo Jurídico. Criador e mentor de novos negócios (startups), e expert em Inteligência analítica e Big Data (PUC-PR). Minha paixão - transformar números, dados e intuições em estratégias eficientes.

Ler matéria completa
Indicados para você